Escândalo de pedofilia no Partido Verde

O Partido Verde alemão enfrenta uma das maiores crises da sua história de mais de 30 anos. Documentos dos anos 80 revelam que o partido tolerava a pedofilia e era infiltrado por organizações de pedófilos que tentavam defender o sexo com crianças e adolescentes como parte do seu programa de tolerância.

Entre os membros do partido, havia pedófilos declarados, como Fred Karst e Dieter Fritz Ullmann, que segundo um documento elaborado por encomenda do próprio partido “eram fixados em sexo com meninos de menos de 14 anos de idade”, aos que toleravam a pedofilia pelo menos teoricamente.

Um abalo sísmico nos meios políticos de Berlim provocou trechos do livro do co-fundador do partido, o franco-alemão Daniel Cohn-Bendit, de 1975, já esquecido que foi recentemente descoberto pela imprensa alemã, sobre a banalização do sexo com crianças. No mesmo livro, “O Grande Bazar”, o lider do movimento de protestos estudantis do final dos anos 60 descreve cenas obscenas que teria tido com crianças em Frankfurt. Indagado recentemente, o precursor do movimento ecológico defendeu-se: “Não era uma descrição de fatos (….) mas sim provocação”.

Cohn-Bendit descreve no livro “O Grande Bazar” cenas obscenas com crianças, o que banaliza hoje como “provocação”.

Também uma gravação do debate dos verdes no parlamento municipal de Berlim nos anos 80 revela como a tolerância da pedofilia era uma linha defendida por setores do partido. No documento ” (…) Os verdes sobre a pedofilia e violência sexual contra crianças”, a política Renate Künast, que mais tarde fez parte do gabinete do ex-chanceler Gerhard Schröder (1998-2005),  ressaltou que o partido deveria tolerar o sexo com crianças “quando não é com violência”.

Indagada sobre o assunto nos últimos dias, Künast defendeu-se, dizendo que o debate era mais na “esfera filosófica”.

Mas a investigação da mancha no passado dos verdes aponta até mil vítimas da pedofilia só em Berlim. Segundo Thomas Birk, co-autor do estudo “Os Verdes e a Pedofilia”, o capítulo é ainda uma “black box”. Mas um porta voz do partido afirma que esse número de vítimas não seria algo comprovado mas sim uma pura hipótese.

O movimento de pedofilia era infiltrado no “Grupo de Trabalho Homossexuais, pederastas e transsexuais”, que era presidido por Dieter Fritz Ullmann. Até início dos anos 90, os verdes defendiam a tolerância para com os pedófilos da mesma forma que aceitavam o homossexualismo como direito de minoria.

Originalmente publicado aqui.

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