O Marxismo Cultural e a Destruição da Linguagem

Autor: Robert F. Beaudine, Freedom Advocates, 6 de junho de 2011.

Em toda a história, as ideias têm sido usadas para o bem ou para o mal. Elas também levam ao maior mal de todos — a guerra. Isto se reflete na linguagem de uma nação.

Por volta do fim de 1932, a Alemanha estava em turbulência; a taxa de desemprego atingia 43%. Quando os nazistas chegaram ao poder, novas ideias emergiram, novas palavras foram introduzidas no vocabulário, palavras antigas foram descartadas e outras foram modificadas. Juden verboten tornou-se uma frase popular, à medida que os judeus foram responsabilizados por todos os males que afligiam o país. Os judeus tiveram seus direitos básicos de cidadãos negados e a maioria de suas atividades se tornou verboten (proibida).

Em 1933, quando Adolf Hitler consolidou o poder com a Lei Habilitante, a arte e a arquitetura modernas foram condenadas. Muitos artistas fugiram do país, pois a arte se tornou um instrumento do regime. Privadamente, as pessoas zombavam do Reichstag, chamando-o de o mais caro clube da alegria, pois os membros do Parlamento cantavam loas ao Führer.

Joseph Goebbles, ministro nazista da Propaganda, definiu a nova ordem e predisse as consequências: “Quando ouço a palavra ‘cultura’, procuro logo minha pistola.”

O regime era “fascista”, uma palavra cunhada em 1921. Isto obscurecia a ideologia — “Nacional Socialismo” — um termo inteligente que era mais palatável para os nacionalistas nas forças armadas e na indústria. Eles compactavam as duas palavras e usavam a forma “nazista” para esconder ainda mais suas origens do mundo. Quando os eruditos afirmam que o nazismo era um regime de extrema direita, eles estão enganados, ou estão sendo desonestos.

Dentro do nazismo, os líderes proeminentes eram bem instruídos. Goebbels se orgulhava de sua biblioteca, que tinha todas as obras de Edward Bernays, mais notavelmente sua Propaganda. Ele implementou o programa de Bernays com grande sucesso. Quando isto foi descoberto após a guerra, propaganda foi redefinida como “relações públicas”. Entretanto, para os seguidores fanáticos e para o restante das massas que decidiram ficar, o anti-intelectualismo foi decretado. Livros foram queimados e a mídia censurada. As palavras francesas foram expurgadas do vocabulário. A livre expressão tornou-se perigosa, pois até as crianças espionavam os pais para o Estado. As universidades tornaram-se centros para a mentalidade de regimento. Em um país aclamado por sua erudição acadêmica, isto manifesta a loucura ou uma agenda diabólica — o modelo usado por todos os ditadores totalitários. Eventualmente, muitos eruditos renomados fugiram do país e levaram sua singular herança para os EUA.

Engenharia Verbal

Em 1949, George Orwell expôs sua visão de um pesadelo futuro em seu livro 1984. “Você não vê que todo o objetivo da Novilíngua é estreitar a abrangência do pensamento? No fim, tornaremos o crime de pensamento literalmente impossível porque não haverá palavras para expressá-lo.” O protagonista de Orwell, Winston Smith, aprendeu algo sobre seu mundo: Quando as palavras são eliminadas do vocabulário comum, o pensamento da população se torna limitado.

Posteriormente, seu livro mostrou como as percepções são manipuladas quando as definições das palavras fundamentais são modificadas. Por exemplo, paz se torna defesa, que então se torna guerra — uma ilustração clássica da Dialética de Hegel. Aqui, a tese — ou o status quo — refere-se ao uso atual da palavra. Quando ela passa por uma leve transformação em significado em direção à sua antítese, nasce uma nova síntese. Se mudanças incrementais suficientes ocorrerem, eventualmente a antítese se estabelece.

Como o termo “Dialética Hegeliana” está ausente do nosso vocabulário comum, muitas pessoas não estão cientes desse processo de transformação contínua. Em vez disso, elas acham que a mudança ocorre de forma natural. Por definição, uma mudança em direção à antítese é adversa ao elemento da sociedade que gostaria de conservar o status quo — os conservadores que reverenciam suas tradições e instituições.

No mundo atual, muitas de nossas mais importantes instituições e tradições — e as palavras fundamentais associadas com elas — foram tão dramaticamente modificadas em direção às antíteses que os conservadores não mais apoiam o status quo.

As Raízes Filosóficas das Ciências Sociais

Abrangendo quase todo o século 18 na Civilização Ocidental, o Iluminismo foi uma revolução intelectual baseada na razão. Ele produziu dois tipos predominantes: aqueles que rejeitavam toda a autoridade fora da razão humana, incluindo a religião e seu direito divino dos reis, e aqueles que permaneceram fiéis ao cristianismo. Como a livre expressão não era um direito naquele tempo, os autores mais radicais publicavam seus livros anonimamente.

A ciência rapidamente desvendou os mistérios na Terra e no espaço e levou à crença que descobertas contínuas permitiriam o triunfo da humanidade sobre a natureza. Isto também criou desespero para alguns cristãos. À medida que a ciência florescia, muitas “verdades” medievais, como a crença que o sol gira em torno da Terra, foram provadas como mitos. Alguns cristãos perderam a fé. Entretanto, muitos cientistas importantes mantiveram a fé. A ciência não tinha destruído a autoridade da Bíblia, somente as más interpretações.

Em 1751, o primeiro volume da Enciclopédia foi publicado na França. Ao longo dos próximos vinte e um anos, 27 outros volumes foram publicados, editados pelos brilhantes ateístas franceses Denis Diderot e Jean le Rond d’Alembert. Diderot admitiu que o objetivo deles era “mudar o modo como as pessoas pensavam”.

Em The Closing of the American Mind, Allan Bloom escreveu: “Este projeto foi uma conspiração, como d’Alembert disse no Discurso Preliminar da Enciclopédia, o documento principal do Iluminismo. Ele precisava ser, pois, de modo a ter governantes que fossem racionais, muitos dos antigos governantes teriam de ser substituídos, em particular aqueles cuja autoridade estava na revelação. Os padres eram os inimigos, pois rejeitavam a afirmação da razão e baseavam a política e a moral em textos sagrados e nas autoridades eclesiásticas.”

Em 1798, o professor britânico John Robison escreveu Proofs of a Conspiracy (Provas de uma Conspiração): “Uma conspiração formal e sistemática contra a religião foi formada e seguida zelosamente por Voltaire, d’Alembert e Diderot, auxiliados por Frederico II, rei da Prússia… o projeto do coração deles era destruir o cristianismo e produzir uma transformação total no governo.”

Esses conspiradores afirmavam que a Enciclopédia tinha reunido todo o conhecimento acumulado ao longo dos tempos. Após a censura inicial, ela se tornou a principal fonte de referência para o conhecimento, o que propagou as ideias dos conspiradores e solapou as autoridades civis e cristãs.

August Comte, o filósofo francês do século 19 que é considerado o fundador da Sociologia moderna, adotou o pensamento do Iluminismo, do tipo que rejeitava a religião. Sua filosofia, o Positivismo, afirmava que a ciência era a única abordagem confiável para se chegar à verdade. A observação empírica leva à confirmação, o que leva à verdade. A religião tinha de ser abandonada.

O filósofo americano Thomas Ellis Katen, explicou: “Assim, o reino positivista torna-se o reino das coisas materiais e uma placa ‘entrada proibida’ é colocada nas áreas da vida mais significativas para os homens… quando as almas humanas clamam por uma imagem de unidade, a filosofia Positivista oferece somente mais fragmentação.”

O filósofo alemão Friedrich Nietzsche também não ofereceu ajuda. Ele atacou a metafísica no fim do século 19 e terminou com a tradição ocidental da Alemanha na filosofia. Nietzsche anunciou para o mundo que “Deus está morto!”, o que dava à humanidade a liberdade de criar seus próprios valores. Ele disse que os filósofos tinham um dever moral de criar os novos mitos para a sociedade. Ele também declarou que todas as realizações científicas eram o resultado de uma “vontade de poder”.

Allan Bloom escreveu: “A história do pensamento liberal desde Locke e Smith tem sido a história de um declínio praticamente ininterrupto na substância filosófica.”

A Ciência Que Está Por Trás das Ciências Sociais

As ciências sociais mais conhecidas — a Sociologia e a Psicologia — foram concebidas como ciências, porém não se assemelham às ciências em sua concepção popular, exceto em um aspecto — a revelação foi rejeitada como fonte de conhecimento. Cada uma delas se expande com cada nova teoria postulada sozinha ou associada com um estudo estatístico e/ou observável. Mas, há pouca ciência por trás de todas as suas vastas proclamações. Inumeráveis definições, generalizações, abstrações e pressuposições mascaram a verdade que a maior parte de suas construções causais é hipotética. Essas ciências sociais foram criadas e ocupadas por progressistas e se tornaram seu refúgio acadêmico.

Os dois pensadores fundamentais mais influentes foram os sociólogos Max Weber e o psicólogo Sigmund Freud. Na tradição alemã, Max Weber escrevia frases convolutas, tipicamente com mais de dez linhas de tamanho e inventava ou redefinia as palavras. Ele cunhou os termos “ética protestante” e “estilo de vida” e ajudou a alterar a definição de “carisma”. Com sua definição, autoridade carismática se tornou a nova força para mudança dentro de qualquer organização.

Weber estudou todas as grandes religiões, as economias resultantes e os valores que elas promoveram. Quando ele afirmou que todas as religiões eram mitos, os valores delas se tornaram relativos. Isto levou, décadas mais tarde, à abordagem da Clarificação dos Valores, utilizada hoje no sistema público de ensino.

Weber era uma antipositivista que pensava que o ethos (NT: o caráter fundamental, ou o espírito de uma cultura; o sentimento subjacente que informa as crenças, costumes ou práticas de um grupo ou sociedade) precisa rejeitar aquilo que a razão exige por causa da generalizada irracionalidade da sociedade. Em Economy and Society (Economia e Sociedade), ele escreveu: “Sob as condições da democracia das massas, a opinião pública é uma conduta coletiva que nasce de ‘sentimentos’ irracionais. Normalmente, ela é criada ou dirigida pelos líderes políticos e pela imprensa.”

Ele também escreveu: “Não conhecemos ideais que possam ser determinados cientificamente. Com certeza, isto torna nossos esforços mais árduos do que no passado, pois devemos criar nossos ideais a partir de dentro de nosso próprio peito nesta era de cultura subjetivista.”

Freud também estava preocupado com o irracional. Ele investigou o inconsciente à procura de respostas para nossos comportamentos brutais. Ele usou o termo alemão para “alma”, mas sua concepção era secularizada, não religiosa. Para Freud, a religião era um mito.

O psicanalista britânico James Strachey parece justificado por ter traduzido incorretamente a “alma” referenciada por Freud como “mente” — levando os psicólogos britânicos e americanos e acharem que a Psicologia deveria ser categorizada como uma ciência médica e que a “alma” era distintamente não científica. A tradução de Strachey redefiniu Freud com uma consistência científica espúria, típica da enganação progressista.

Sigmund Freud tinha uma visão bastante negativa das massas humanas, com suas neuroses não tratadas e instintos animais. Em The Future of an Illusion (O Futuro de uma Ilusão), ele escreveu: “Entre esses desejos instintivos estão o incesto, o canibalismo e o desejo de matar.” Anteriormente ele tinha escrito: “As massas são preguiçosas e pouco inteligentes; elas não têm amor pela renúncia instintiva, e não podem ser convencidas por argumentos de sua inevitabilidade, e os indivíduos que compõem as massas apoiam uns aos outros em dar livre vazão à sua indisciplina.” Ele acrescentou: “É somente por meio da influência de indivíduos que podem definir um exemplo e que sejam reconhecidos como líderes pelas massas é que estas podem ser induzidas a realizar o trabalho e aceitar as renúncias necessárias para a existência da civilização.”

Freud também afirmava que os meninos crescem com um complexo de Édipo e um temor da castração por parte de seus pais, enquanto que as meninas crescem com inveja do pênis. A maior parte do que Freud escreveu está em disputa, mas nada pode ser provado cientificamente como falso ou verdadeiro.

Quando os psicólogos observam e descrevem o comportamento humano, eles se assemelham aos cientistas, mas quando explicam esse comportamento, eles propagam uma opinião hipotética. Várias observações são aparentes. Quanto mais popular se torna a Psicologia, mais generalizados nossos problemas também estão se tornando. Quantos mais casais são encaminhados aos conselheiros matrimoniais, maior se torna a taxa de divórcios. Nossos problemas não estão sendo solucionados pelos nossos psicólogos, nem pelos promotores dessa pseudociência na grande mídia.

Pode haver uma simples razão para isto: Se Deus existe, a maior parte das afirmações das ciências sociais se torna uma bobagem teórica, o que significa que a sociedade está sendo prejudicada pela negligência da verdadeira “alma” e pelo desprezo dessas ciências à religião.

A Escola de Frankfurt

Outro evento funesto ocorreu em 1933. Com a ascensão do nazismo, a “Escola de Frankfurt” fugiu da Alemanha, estabeleceu-se em Genebra, na Suíça, por um ano, e depois transferiu-se temporariamente para Nova York, como uma afiliada da Universidade de Colúmbia. Fundada por marxistas em 1923 como Instituto de Pesquisa Social, na Universidade de Frankfurt, ela foi modelada com base no Instituto Marx-Engels, de Moscou.

A filosofia da Escola de Frankfurt foi construída com base em Hegel, Marx, Nietzsche e seu sucessor radical, Martin Heidegger, que levou adiante muito do extremismo de Nietzsche para o século 20. As ciências sociais da Escola de Frankfurt baseavam-se em Freud e Weber. Além disso, eles utilizavam as teorias revolucionárias do comunista italiano Antonio Gramsci e do socialista húngaro Georg Lukacs.

Gramsci ficou chocado ao ver que a Revolução Bolchevista não inspirava os oprimidos trabalhadores europeus a se levantarem em rebelião. Enquanto estava em sua cela na prisão, ele descobriu que os valores judaico-cristãos eram o problema, de modo que precisavam ser destruídos para que a revolução fosse possível.

Gramsci propôs uma abordagem metódica de infiltração, captura e reforma da educação, da imprensa, do cinema, do teatro, do governo e da igreja, o que ele chamava de “longa marcha pelas instituições”. Ele dizia que o capitalismo tinha uma hegemonia cultural por meio da violência e da coerção, tanto política quanto econômica, mas também ideologicamente, que era onde a batalha ocorria.

Lukacs, talvez o mais brilhante teórico marxista do século 20, tinha mais discernimento sobre as agitações das massas. Todas as revoluções bem-sucedidas foram planejadas por uma pequena elite de intelectuais. Em 1922, ele se reuniu com os fundadores originais da Escola de Frankfurt durante uma semana em Ilmenau, na Alemanha. Um ano mais tarde, a Escola de Frankfurt foi planejada como um centro de estudos e debates para treinar os agentes de transformação. Um dos diretores, Max Horkheimer, desenvolveu a Teoria Crítica, em oposição à Teoria Tradicional. A Teoria Crítica não oferece solução alguma. Em vez disso, ela critica em um ataque combinado até criar uma atmosfera de crise. A crise leva à mudanças — oportunidades de incrementalmente levar a sociedade em direção ao marxismo cultural.

A elite da Escola de Frankfurt, Horkheimer, Erich Fromm, Herbert Marcuse, Wilhelm Reich, Theodor Adorno, Walter Benjamin e, mais tarde, Jurgen Habermas, usavam a engenharia verbal para facilitar sua engenharia social. Eles escreveram extensos ataques às instituições e tradições judaico-cristãs e as redefiniram como perniciosas. Eles estigmatizaram as palavras fundamentais: “Propriedade privada” e “lucro” se tornaram desejos egoístas. “Individualismo”, “esforço pessoal”, “depender de si mesmo” se tornaram opressivas, pois o mundo foi dividido em duas classes de pessoas: os “opressores” e as “vítimas”. A religião se tornou o maior mal de todos — uma superstição que levava à intolerância e à guerra. O nacionalismo era o segundo grande mal, pois também levava à guerra.

A Escola de Frankfurt estudou as técnicas psicológicas dos nazistas. Um resultado é que Adorno e três acadêmicos da Universidade de Berkeley escreveram The Authoritarian Personality (A Personalidade Autoritária), que foi amplamente aclamado pelos nossos cientistas sociais. Anos mais tarde, o livro foi desmistificado como propaganda esquerdista. Allan Bloom o chamou de “fabricação pretensiosa”. Entre outras heresias teóricas, o livro redefinia a paternidade como tirania. Isto foi um triunfo para o feminismo, pois as mulheres se tornaram uma classe oprimida. Toda esta engenharia verbal colocou em movimento a longa marcha para solapar o amor a Deus, à família e à pátria.

De 1937 a 1941, Adorno trabalhou para o Projeto Pesquisa do Rádio junto com o futuro presidente da CBS, Frank Stanton, e três outros cientistas sociais. O projeto foi financiado pela Fundação Rockefeller e tinha como propósito estudar os efeitos da mídia de massa e desenvolver métodos mais eficazes de persuasão das massas.

Enquanto isto, Edward Bernays, o maioral da Propaganda, usava a Psicologia de seu tio Sigmund Freud, acoplada com a de B. F. Skinner, para criar uma sociedade de consumo. Eventualmente, as massas se tornaram preocupadas demais com seus próprios interesses para terem tempo para as preocupações mais profundas, como o destino da civilização.

Em 1946, Kurt Lewin, o fundador da Psicologia Social, lançou os fundamentos para o Treinamento em Sensibilidade, ao se tornar um pioneiro na Psicologia Aplicada. Ele fez a sintonia fina dos métodos que superavam a “resistência à transformação”. Isto deu origem ao National Training Laboratories, em 1947, localizado em Bethel, Maine, longe da zona de conforto de todos. Em um ambiente de grupo, o treinamento segue três etapas para modificar a percepção do treinando. Primeiro, eles tentam contornar os mecanismos de defesa naturais e desmantelar a “mentalidade” usando a pressão do grupo e outras técnicas psicológicas. Isto leva à mudança, um período transitório de confusão. Em seguida, a nova mente é “congelada” na etapa 3 e os níveis de conforto retornam ao normal. O treinamento desorienta os indivíduos e depois os reorientam em um mundo relativo. Em 1962, em seu manual “Five Issues in Training”, o NTL definiu seu treinamento como “persuasão coercitiva na forma de reforma do pensamento, ou lavagem cerebral”. Desde então, o NTL expandiu e desenvolveu laboratórios especializados para as indústrias, universidades, igrejas e organizadores comunitários (ativistas). Lewin estava associado com os acadêmicos da Escola de Frankfurt, porém também foi diretor da Clínica Tavistock, em 1932.

O Instituto Tavistock

Em 1920, o sigiloso Instituto Tavistock de Psicologia Clínica foi fundado na Inglaterra; depois de pouco tempo ele foi renomeado como Clínica Tavistock. Existem poucos registros públicos, mas provavelmente Tavistock foi uma criação da Inteligência Britânica. Alguns pesquisadores afirmam que Sigmund Freud foi o primeiro diretor. Certamente, sua influência era suprema. Inicialmente, eles se especializaram no tratamento de soldados que sofriam de fadiga de combate, o que revelou compreensões sobre o ponto de ruptura da humanidade e se tornou um tópico de pesquisa intensiva.

Em junho de 1940, John Rawlings Rees, diretor da Clínica Tavistock, revelou a agenda deles em um discurso intitulado “Planejamentos Estratégicos para a Saúde Mental”. Ele disse:

“Portanto, podemos justificadamente enfatizar nosso ponto de vista particular com relação ao desenvolvimento apropriado da psiquê humana, embora nosso conhecimento ainda seja incompleto. Precisamos ter como alvo fazê-lo permear cada atividade educacional na nossa vida nacional… Fizemos um bom ataque contra diversas profissões. As duas mais fáceis, naturalmente, são a profissão de professor e a igreja; as duas mais difíceis são o direito e a medicina… A vida pública, a política e a indústria devem todas ficar dentro de nossa esfera de influência… Se queremos infiltrar as atividades profissionais e sociais das outras pessoas, acho que precisamos imitar os totalitários e organizar algum tipo de atividade de quinta coluna! Para que melhores ideias sobre saúde mental progridam e se disseminem, nós, como vendedores, precisamos perder nossa identidade… Portanto, sejamos todos nós, de forma muito secreta, ‘quintas colunas’.” (Veja Mental Health, Vol. 1, No. 4, outubro de 1940).

“Quinta-coluna” foi um termo cunhado em 1936 e se refere a uma conspiração que simpatiza com o inimigo e se envolve em subversão dentro de uma sociedade.

Em 1947, com financiamento da Fundação Rockefeller, o Instituto Tavistock das Relações Humanas foi criado como outra agência para a transformação. O interesse principal deles era a Psicologia Aplicada em uma escala global, o que também é chamado de “Operações Psicológicas” ou (Psy-Ops, no jargão militar). Eles estabeleceram centros de pesquisa em universidades e centros de estudos e debates nos EUA e em todo o mundo para analisar métodos de controle mental, incluindo hipnose, radiação eletromagnética, psicoterapia, farmacologia, propaganda, e drogas lícitas e ilícitas — eles trabalhavam com gigantes da indústria farmacêutica, como os laboratórios Sandoz e Eli Lily. A pesquisa sobre controle mental que estava por trás do programa MK Ultra (também chamado de Programação Monarca) não teve sua origem na CIA. A Inteligência Britânica estava ativamente envolvida antes da criação da CIA e o Instituto Tavistock se tornou a ponte entre as duas agências de Inteligência.

Em 1955, Bernays escreveu The Engineering of Consent (A Engenharia do Consentimento), que detalhava a campanha de propaganda que levou a um golpe engendrado pelos serviços de Inteligência dos EUA na Guatemala. Esse livro de referência se tornou um manual do Instituto Tavistock para derrubar qualquer governo que não se alinhasse com seu objetivo de longo prazo de criar um governo mundial.

A elite de Tavistock analisava toda a mídia, incluindo o rádio, música, filmes, revistas, arte popular e a televisão. Em agosto de 1959, Fred Emery, um membro sênior da equipe de Tavistock, escreveu um artigo intitulado Working Hypotheses on the Psychology of Television (Hipóteses Funcionais Sobre a Psicologia da Televisão). Ele declarou: “Os efeitos psicológicos de assistir televisão são de interesse considerável para qualquer engenheiro social.”

Segundo o Dr. John Coleman, um agente de Inteligência que se tornou descontente, Tavistock criou o caso de amor entre a juventude e os Beatles. É impossível compreender o frenesi e a histeria de massa criada pelos Beatles sem conhecimento da psicologia e da manipulação das massas. Coleman afirmou que as multidões tinham sido criadas usando-se cenas de gravações anteriores do noticiário. Quando os Beatles desembarcaram no aeroporto JFK, em Nova York, em 1964, foram recebidos por dezenas de adolescentes de uma escola do bairro do Bronx que tinham sido pagas para gritar histericamente. O mesmo artifício foi repetido nos próximos eventos e a tendência se perpetuou, como acontece com todas as boas modas.

Se o Dr. Coleman estiver correto, então as incríveis coincidências que estão por trás das primeiras cenas da música Rock se tornam mais lógicas. Como o jornalista investigativo David McGowan documentou, todos os primeiros músicos evitaram os três centros da música em Detroit, New York e Nashville para se reunirem em Laurel Canyon, na Califórnia, onde não havia uma cena musical e nem produtores musicais. Eles eventualmente criaram sua própria cena, muito provavelmente com uma pequena ajuda de seus amigos em Tavistock.

O que é mais surpreendente — ou talvez não — é que a maioria desses músicos vinha de famílias imersas na Inteligência militar, incluindo Jim Morrison, cujo pai era um almirante. (Outros incluíam Frank Zappa, David Crosby, Stephen Stills, Cory Wells, Mike Nesmith, John Phillips, Cass Elliott, Joni Mitchell, e Jackson Browne, para citar somente alguns selecionados.)

Um dos fundadores da Rand Corporation, Albert Wohlstetter, também fez de Laurel Canyon seu lar e realizou seminários ali. Sem qualquer coincidência, a Rand Corp. é um centro de estudos e debates afiliada com o Instituto Tavistock.

Talvez um cientista social no futuro proponha uma teoria que explique como um tremendo despertar das massas ocorreu simultaneamente com a chegada da música Rock. Essa música revolucionária ajudou a transformar radicalmente toda uma geração… e cada geração seguinte.

A Tirania das Ciências Sociais

O filósofo positivista pode concordar com a afirmação de Henry Ford que a história é um amontoado de bobagens, porque ela não pode ser confirmada empiricamente. O historiador dos eventos mundiais discordaria. A história é muito mais perigosa — ela pode ser usada como um agente de transformação. Tipicamente, a história é escrita pelos vitoriosos. À medida que cada vencedor a revisa, a história pode perder sua validade e se tornar propaganda para o Estado.

Orwell retratou isto em seu livro 1984, quando o protagonista Winston Smith é solicitado a repetir o lema do Partido: “Quem controla o passado controla o futuro; quem controla o presente controla o passado.”

Por volta de 1960, a Sociologia era o curso mais procurado nas universidades americanas e as ideias progressistas se propagavam pelos campi. À medida que os cientistas sociais analisavam novos territórios, a história americana teve de ser radicalmente reescrita. Eles descobriram que os pais fundadores não tinham sido combatentes da liberdade coisa alguma. Eles certamente correram o risco de serem acusados de alta traição — e serem pendurados até se tornarem inconscientes, depois reanimados, estripados, decapitados, esquartejados e cozidos em óleo. Mas, eles arriscaram suas vidas porque eram opressores que ambicionavam o poder.

Nos EUA, não foram necessárias fogueiras para destruir os livros que apoiavam a herança cultural da nação. Cada geração tinha rejeitado as revisões históricas nos anos 1940s e 1950s, mas desta vez o público estava atarefado demais para observar.

Em 1960, foi criada a expressão “Branco, Anglo-Saxão e Protestante”, mas ninguém reivindicou a autoria. A expressão começou a ser usada alguns anos antes como um insulto entre os cientistas sociais. Em 1964, o acrônimo WASP (de “White Anglo-Saxon Protestant”) foi popularizado quando E. Digby Baltzell publicou sua obra crítica The Protestant Establishment: Aristocracy and Caste in America (O Sistema de Poder Protestante: Aristocracia e Castas na América).

A criação e a negatividade que existe por trás do termo WASP é uma manifestação das regras de linguagem que se tornou conhecida como Correção Política. Durante várias décadas, a correção política esteve indefinida e permaneceu oculta. Mas, sua ideologia estava bem-definida. Nos anos 1960s, ela ajudou a moldar a contracultura.

A Escola de Frankfurt forneceu as ideias para o novo movimento dos jovens, enquanto que o Instituto Tavistock forneceu as distrações — os filmes, a música e as drogas. A música Rock reforçou a rebelião dos jovens, deu-lhes uma nova linguagem e a liberdade de todas as restrições. Parece que Freud estava com a razão. As massas não têm amor algum pela renúncia instintiva.

Herbert Marcuse, um membro da Escola de Frankfurt, tornou-se o pensador mais popular da Nova Esquerda. Como Allan Bloom observou, “Herbert Marcuse apelava aos estudantes universitários nos anos 1960s com uma combinação de Marx e Freud. Em Eros e Civilizaçãoe O Homem Unidimensional ele prometeu que a superação do capitalismo e de sua falsa consciência resultarão em uma sociedade em que as grandes satisfações serão as sexuais, de um tipo que o moralista burguês Freud chamava de polimorfo e infantil.”

Em 1965, Marcuse justificou a intolerância quando escreveu Tolerância Repressiva: “A conclusão alcançada é que a realização do objetivo de tolerância propõe a intolerância com relação às políticas, atitudes e opiniões predominantes, e a extensão da tolerância às políticas, atitudes e opiniões que são proibidas ou suprimidas… o que é proclamado e praticado como tolerância hoje está, em muitas de suas manifestações mais efetivas, servindo como causa de opressão.” Nossas universidades levaram isto adiante e se recusaram a contratar professores conservadores.

Em 1946, quando Hans Gerth e C. Wright Mills traduziram alguns ensaios de Weber, “estilo de vida” se tornou uma expressão comum nos EUA. Na verdade, eles traduziram duas palavras alemãs como “estilo de vida”, mas esta é uma questão semântica. No início dos anos 1960s, “estilo de vida” se tornou popular, pois legitimava uma variedade de comportamentos antes considerados como desvios. Todos se tornaram livres para fazer tudo o que quisessem. Desde que houvesse um rótulo, havia um estilo de vida válido. Como não mais estudamos a “etimologia” — a origem das palavras — não estamos cientes da engenharia social que resultou da engenharia verbal.

Competição e Tolerância no Estilo Americano

O “complexo de inferioridade” foi descoberto em 1922 pelo psiquiatra austríaco Alfred Adler. Levou tempo até ele se filtrar para dentro da nossa sociedade. Recentemente, nossos diretores de esportes na comunidade descobriram que a “competição” cria vencedores e perdedores, e ser rotulado de um perdedor era cruel. Portanto, quando muitas crianças iniciam os esportes organizados, algumas equipes não atualizam o placar, todos recebem um troféu e ninguém tem sua autoestima diminuída.

As notas obtidas pelas nossas crianças nas competições de matemática ilustram este fenômeno. Em 2006, as crianças americanas ficaram em vigésimo quinto lugar em uma competição internacional, muito longe da supremacia. Mas, isto não as deixa preocupadas, porque sua autoestima nas questões matemáticas é suprema. Elas acreditam que sejam brilhantes!

Quando o mercado de trabalho provar a inadequação delas, elas instintivamente acusarão o mercado como sendo o problema. Os professores dessas crianças ensinaram que o “capitalismo” era a raiz de muitos dos problemas modernos: a exploração, o materialismo, a poluição e a ganância. Os livros-textos retrataram um tipo de “competição” em que um cachorro come outro cachorro.

Assim, a competição — um dos fundamentos da vida — se tornou uma palavra negativa entre nossos jovens. Sua substituição — a mediocridade — é a palavra que está construindo a estrutura baseada no Socialismo.

É ilógico instilar nos nossos jovens uma confiança exagerada em suas capacidades e tolice ensiná-los que nosso sistema econômico fundamental é o problema — a não ser que outro resultado seja desejado. Charlotte Iserbyt demonstra isto muito bem em seu livro, apropriadamente intitulado The Deliberate Dumbing Down of America (O Emburrecimento Deliberado da América).

Nossos jovens estão sendo ensinados a serem tolerantes com todos os estilos de vida diferentes. Por meio do sistema público de ensino, nossas crianças são expostas a um amplo mundo de culturas variadas e vibrantes, cada uma com seus próprios valores, verdades e modos de vida. A “verdade” se torna relativa, semelhante a uma “crença”, o que extingue qualquer desejo por iluminação pessoal, porque nenhuma verdade é válida.

Para garantir que esta lição seja aprendida, os alunos têm de passar por um treinamento psicológico chamado Clarificação de Valores. Os especialistas afirmam que os alunos chegam com confusão de valores. A Clarificação de Valores dá às crianças a autoridade de criarem seus próprios valores a partir de um conjunto disponível. Seja lá o que elas gostem, elas são autônomas, livres da autoridade paterna e de quaisquer valores tradicionais. Os vícios se tornam virtudes, desde que eles sejam valorizados.

O antigo historiador grego Heródoto estabeleceu a tradição oposta. Ele viajou pelo mundo para encontrar o bom e o mau em cada cultura. Essas verdades, ele raciocinou, trariam esclarecimento à sua própria cultura. Os pedagogos atuais afirmam que essa abordagem é absurda. Como não existe uma autoridade final que julga o que é bom ou mau, precisamos respeitar todos os modos de vida.

O Politicamente Correto

Nos anos 1930s, tanto Stalin quanto Hitler aperfeiçoaram as regras de linguagem do politicamente correto. As pessoas literalmente arriscavam suas vidas quando abriam a boca para falar.

No início dos anos 1990s, quando a mídia declarada e avidamente adotou as novas regras de linguagem chamadas de “politicamente corretas”, os infratores da regra arriscavam perder seus empregos e incorrer na ira da mídia. Patrick Buchanan explicou a ideologia que está por trás dessas regras: “O politicamente correto é Marxismo Cultural, um regime para punir os dissidentes e estigmatizar a heresia social, como a Inquisição punia a heresia religiosa. Sua marca registrada é a intolerância.”

O Dr. Gerald L. Atkinson escreveu: “A Teoria Crítica, como a Psicologia das massas aplicada, produziu uma revolução psíquica silenciosa’ que facilitou uma revolução física real, que se tornou visível em toda a parte nos EUA.”

O multiculturalismo é um produto do politicamente correto que produz diversidade e divide a nação. Nos EUA, o cadinho cultural costumava transformar os imigrantes em americanos. Hoje, exceto pela classe governante opressiva, a maioria dos cidadãos se define como um “americano hifenizado”, como hispano-americano, sino-americano, afro-americano, nativo-americano, etc. A nação americana não está mais unida por um idioma e uma cultura.

Os Pais Fundadores planejaram uma comunidade da liberdade, que se estenderia da costa leste até a costa oeste. As comunidades, por definição, são estabelecidas para o “bem comum”, que os fundadores da nação definiram como liberdade da tirania e proteção para os direitos inalienáveis — os direitos concedidos por Deus — os direitos de vida, liberdade e a busca da felicidade. Isto significa que havia limites naturais, por causa da Lei Natural. A busca dos frutos do trabalho ficava limitada quando infringia os direitos inalienáveis dos outros.

O multiculturalismo requer uma nova definição de “bem comum”, uma definição para uma sociedade secularizada em que os direitos são concedidos pelos governos. O centro de estudos e debates Center for American Progress, afirma que o governo é essencial quando as pessoas buscam seus sonhos. Eles redefiniram o bem comum como políticas governamentais que beneficiam a todos, ao mesmo tempo que equilibram o interesse pessoal com as necessidades de toda a sociedade. Talvez isto explique por que o governo estadual do Texas removeu o “bem comum” dos livros-texto das escolas públicas. O bem comum se tornou um termo progressista que se refere aos direitos para aqueles que estão em desvantagens, mas também inclui os grandes socorros financeiros para as grandes empresas.

Educação Superior no Estilo Americano

Quando nossas universidades abertamente endossaram a correção política, a livre expressão de um setor da sociedade ficou verboten. Aqueles que levantavam a bandeira constitucional se tornaram chauvinistas preconceituosos, cujas ideias eram perigosas e não mais bem-vindas — eles apoiavam o nacionalismo, o capitalismo e o domínio tradicional dos homens brancos da elite. No reino da tolerância, isto era intolerável. As universidades baniram as ideias deles.

Os dois principais objetivos de todos os governos totalitários são reduzir o pensamento crítico independente e eliminar a responsabilidade moral individual. Nossas universidades estão sendo usadas como instrumentos neste processo. Mais de 20 anos atrás, Bloom lamentou: “Aquilo que aconteceu nas universidades na Alemanha nos anos 1930s é o que está acontecendo por toda a parte.”

À medida que nossas universidades fizeram essa evolução para o pior, elas estão se tornando irrelevantes. No passado distante, os alunos da graduação universitária estudavam o amplo espectro de conhecimentos — filosofia, teologia, história, ciência e as artes. Eles investigavam os registros humanos em busca das gemas produzidas pelos gênios. Os grandes livros dos grandes pensadores eram comumente discutidos: Homero, Heródoto, Isaías, Jeremias, Platão, Aristóteles, Cícero, Orígenes, Justino Mártir, Tertuliano, Eusébio, Agostinho, Tomás de Aquino, Dante, Milton, Lutero, Pascal, Descartes, Swift, Hobbes, Hume, Locke, Shakespeare, Rousseau, Voltaire, Goethe, para citar alguns dos tempos antigos.

Como eliminamos vários ramos do aprendizado de nossas universidades, nossa conscientização ficou prejudicada. Uma educação liberal ensinava antigamente o pensamento independente, o que levava muitos alunos a continuarem sua educação por toda a vida, o que expandia sua capacidade de pensar crítica e criativamente. Isto é intolerável hoje, pois criaria discordância da tirania da opinião pública, o que desestabiliza o Estado totalitário.

Sexo no Estilo Americano

Em toda a história da América, o sexo fora do casamento era considerado imoral. Nos anos 1960s, o sexo foi liberado entre os jovens. Eventualmente, grande parte do restante da sociedade foi sendo levada a aceitar essa mudança. (Autores muito mais qualificados do que eu já expuseram os detalhes específicos.)

Hoje, o sexo é um aspecto natural da vida moderna e um termo comum de discussão. Nós nos tornamos sofisticados e discutimos o sexo abertamente em todos os detalhes, independente das pessoas que estejam por perto. Algo que era privado foi tornado público e, no processo, o “amor” se transformou em “lascívia”. Por causa dessa preocupação, a maioria das conversas é espiritualmente sem vida, focada em dois tópicos: assuntos triviais e sexo.

Os psicólogos estudaram o apelo dos contos eróticos. No passado, os homens se separavam das mulheres e poucos falavam aos outros a respeito de suas experiências. À medida que os gêneros foram redefinidos, naturalmente as mulheres tiveram de ser incluídas e aquelas que são mais atrevidas tentam superar os homens.

A Destruição da Linguagem

Nossos mais proeminentes psicólogos e sociólogos estão deliberadamente recriando nossa sociedade e levando-a em direção ao marxismo cultural por meio da transformação das nossas mais importantes instituições e tradições — e da linguagem associada com elas. Eles estão criando uma cultura de total falta de esperança e de desespero. Eles assumem que quando o niilismo prevaler, estaremos prontos para a solução socialista que eles têm a nos oferecer.

Eles usam suas descobertas para aperfeiçoar os métodos de persuasão das massas e de controle mental. Isto se reflete nas ideias e na linguagem que eles nos dão. As ideias podem ser mais poderosas quando as massas não têm pista alguma, como todos os ditadores bem-sucedidos já demonstraram. As mudanças podem ser manipuladas bem diante dos olhos das massas. Quando novas ideias se tornam populares, as palavras são criadas para expressar as mudanças, enquanto outras são modificadas ou descartadas. As palavras mudam naturalmente, mas algumas vezes, elas mudam de forma deliberada para promover uma agenda cultural.

Hoje, a “verdade” se tornou relativa. Os valores podem ser adaptados por cada pessoa. Além disso, a “automação sem alma” de Eric Fromm é epidêmica. A “culpa” não é mais uma motivação para a mudança; ela é considerada não saudável. A “sublimação” de Freud, com sua associação com a “repressão” foi finalmente liberada. O “homem” era um animal e tinha aprendido a se comportar como tal.

A “alma” foi banida da educação, da mídia e da arte moderna e é raramente cultivada. O escritor americano Saul Bellow lamentou que “Vivemos em um mundo das ideias e a imaginação se tornou realmente muito má.”

“Carisma” foi transformada em seu oposto. Ela costumava ser uma palavra com sentido espiritual, derivada da palavra grega charis, que significa “graça” de Deus. Algumas vezes essa graça vinha sobre um líder, capacitando-o para liderar com a sanção divina e expressar suas opiniões de forma mais poderosa. Hoje, muitos dos nossos líderes se esforçam para enriquecerem. Alguns deles são chamados de carismáticos por que despertam as emoções e nos motivam a segui-los. Eles rejeitaram o “serviço ao público” em favor do “autosserviço” e não recebem qualquer inspiração do nosso Deus doador de graça.

Quando o vocabulário comum não contém mais as palavras vitais e as ideias dos grandes livros dos gênios, a conscientização permanecerá muito pequena. E aqueles que negligenciam seu idioma e sua herança não estarão cientes que perderam alguma coisa. Cada palavra acrescentada na memória e cada etimologia estudada aumenta a conscientização. A leitura de bons livros ajuda a expandir a conscientização. O adjetivo “Orwelliano” pode ser compreendido superficialmente por uma consulta ao dicionário, mas a verdadeira jornada para compreender seu significado começa com a leitura da obra de George Orwell.

As palavras nobres dos nossos antepassados se tornaram silenciosas. No passado, as mentes inquiridoras se reuniam e discutiam a religião e a política à luz de suas tradições históricas. Hoje, não há mais investigação, não há mais curiosidade, e não há vergonha por esses tópicos terem sido banidos das conversas comuns por serem considerados controversos.

Nossos cientistas sociais estudaram muitos anos atrás o comportamento humano, nossa linguagem, nossas crenças e nossos hábitos. Alguns deles se venderam à indústria e usam seu conhecimento para desenvolverem melhores campanhas de propaganda e publicidade. Outros, são mais perversos e trabalham com os progressistas da Escola de Frankfurt e do Instituto Tavistock para criarem métodos mais poderosos para influenciar nosso comportamento e nosso pensamento. Eles se infiltraram no sistema educacional, no governo, na mídia de massa, nas artes e até em nossas igrejas.

Recentemente, muitos patriotas despertaram do sono e estão agora lutando na arena política com algum sucesso aparente, mas isto parece ter pouco efeito geral. À medida que eles lutam nessa escaramuça, a guerra total ocorre em torno deles em todas as outras arenas da vida. Podemos estar cercados, mas este não é um tempo para fraquejar. Não há tempo para recuar. Nossos bravos combatentes não podem lutar em apenas uma frente; é hora de ocupar todo o campo de batalha com toda a nossa força, mente e espírito e esperar que o Senhor nos conduza à vitória.

Nos dias antigos, a linguagem comum nunca era tratada de forma descuidada. Muitos aprendiam a ler especificamente para que pudessem estudar as Escrituras Sagradas. A vida era mais difícil naquele tempo, mas as mentes das pessoas eram mais puras. A Bíblia inspirou muitos dos grandes heróis da história. Alguns deles foram abençoados com carisma — em seu sentido original. Se um número maior de pessoas hoje se dedicar ao estudo e meditação deste que é o maior de todos os livros, produziremos mais líderes que seguirão os heróis do passado nessa grande tradição e nossa nação será novamente abençoada.


Autor: Robert F. Beaudine, artigo original em http://www.FreedomAdvocates.org,
Data da publicação: 2/8/2011
Transferido para a área pública em 16/1/2013
Revisão: http://www.TextoExato.com
A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/marxcultural.asp

Publicado originalmente aqui.

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