O buraco sem fim da Bienal de São Paulo, ou a decadência da Arte…

Bispo condena exposição da Bienal de “artes” de SP

Sua Excelência Reverendíssima, Dom Antonio Rossi Keller, postou uma nota de repúdio aos sacrilégios que estão acontecendo na 31ª Bienal de artes de SP.

 

Segue a nota do nobre bispo de Frederico Westphalen:

O buraco sem fim da Bienal de São Paulo, ou a decadência da Arte…

Quem se atreveu a visitar a 31ª Bienal de Artes de São Paulo, certamente teve uma triste surpresa.

A pseudo arte apresentada nesta versão da mostra deste ano nada mais é do que um puro e simples incitamento à legalização do aborto, tudo isto misturado com o vilipêndio do sentimento religioso, especialmente no que se refere à fé católica.
“A exposição ‘Errar de Deus’ expõe a figura sagrada de Jesus Cristo crucificado sendo devorada por corvos. Na sequência, uma imagem de Nossa Senhora com o Menino Jesus toda coberta por baratas e escorpiões. Adiante, uma serpente enroscada no corpo da Virgem Maria, com o claro intuito de inverter o conceito católico da Virgem esmagando a cabeça da serpente. (Gen 3, 15). A Santa Ceia dentro de uma frigideira, para ser fritada, e uma imagem de Nossa Senhora prestes a ser triturada por um ralador de cozinha. Ao final dessa exposição, os guias da Bienal orientam os visitantes a assinarem uma petição ao Papa Francisco, pedindo a ‘abolição total do inferno’. A maioria dos visitantes nem a lê, e assina sem perceber que o abaixo-assinado é promovido pelo CIHABAPAI (Clube dos Ímpios, Hereges, Apóstatas, Blasfemos, Ateus, Pagãos, Agnósticos e Infiéis).

Seu filho ou parente será convidado a assinar esse pedido unindo-se a tal clube! Há também ‘a sala chamada ‘Deus é [palavra impublicável]’, com obras que subvertem ícones católicos, como uma Virgem barbada’. A mesma sala ‘registra corpos andrógenos e relações homoeróticas em frente a imagens religiosas como a Virgem de Guadalupe’ (OESP 31/8/14). Ainda na mesma exposição, a obra Casa particular, que de acordo com o site oficial da Bienal, ‘encena a última ceia de Jesus com seus discípulos em um dos prostíbulos da rua San Camilo, em Santiago [do Chile]. Nessa ação, uma das prostitutas, sentada no centro da mesa, assume o duplo papel de Cristo e de Pinochet, dizendo (…), depois de oferecer pão e vinho: ‘este é meu corpo, este é meu sangue’’.

Uma das exposições disponibiliza cartões postais comemorativos da quebra de igrejas, imagens e conventos pelos comunistas, durante a guerra civil espanhola (1936-39). Ali pode-se também encontrar uma exposição chamada ‘Espaço para Abortar’ que inclui vários ‘úteros’ gigantes. O objetivo é que as mulheres entrem neles e gravem ‘testemunhos’ de experiências, advogando a legalização do aborto no Brasil! (Cfr. El Pais, 4/9/14)”.(Agência Fidespress).

Ou seja, convenhamos, aí, de arte, pouco ou nada existe. O que de fato se pretende com um acinte destes é agredir o sentimento religioso de nosso povo. Pura e simples intolerância religiosa, marcada pela absoluta ignorância, pior ainda, a intenção de “desmontar” os valores sagrados da fé. Dentro de um quadro justificativo de uma pretensa “liberdade de expressão”, o que na verdade se quer é destruir e ridicularizar valores e princípios religiosos.
A intolerância religiosa, um conjunto de ofensas a crenças e à religião, é crime de ódio que fere a liberdade e a dignidade humana de quem tem o direito de crer e de ver respeitados seus princípios religiosos. As liberdades de expressão e de crença religiosa são asseguradas pela Declaração Universal dos Direitos Humanos e pela Constituição Federal. Todos devem ser respeitados e tratados de maneira igual perante a lei, independente da sua opção religiosa. Isto significa que ninguém tem o direito de ridicularizar a crença dos demais, mesmo sob o pretexto de arte.

O Brasil, como um país de Estado Laico, além de separar governo de religião, tem em sua Constituição Federal a garantia de tratamento igualitário a todos os seres humanos, quaisquer que sejam suas crenças. Dessa maneira, a liberdade religiosa está protegida e não deve, de forma alguma, ser desrespeitada.
Os direitos de criticar dogmas e encaminhamentos de uma religião são assegurados pelas liberdades de opinião e expressão. Todavia, isso deve ser feito de forma que não haja desrespeito e incitamento ao ódio ao grupo religioso a que é direcionada a crítica.
Portanto, esta vergonhosa Bienal apresenta-se, nada mais nada menos do que uma ofensa grave aos fiéis católicos, já que além da ridicularização do sentimento religioso, vilipendia objetos de culto religioso católico, utilizando-se das imagens sagradas para transmitir grotescas mensagens antirreligiosas.
Uma boa forma de protestar contra esta grave situação será aquela de não ir a esta Bienal, cabendo aos pais de alunos não permitir que seus filhos visitem a mesma nas visitas organizadas pelas escolas.
Rezemos pelo Brasil, que se vê às voltas com tais situações vergonhosas para uma Sociedade que pretende ser pluralista e democrática.

 

Originalmente publicado aqui.

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